Tua ausência
- 6 de jul. de 2013
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tua ausência me esbarra na pressa das praças
tua ausência nunca se desculpa por nada
tua ausência – às vezes – me segue por horas e finjo não vê-la refletida nas fachadas
tua ausência – às vezes – me aperta no ônibus me avisa o ponto adentra a casa
mas tua ausência sempre dorme na sala
tua ausência passa o café sopra o leite faz minha barba
a tua ausência me olha – no espelho – sem palavra
tua ausência caminha calada na calma das manhãs claras
tua ausência sábia, mal fala
tua ausência se eleva nos ventos das copas
e se espalha
na luz movediça das folhas
mas tua ausência sempre volta
pra virar minhas páginas
tua ausência até mesmo cora quando se demora meu olhar no nada
tua ausência – tão minha – chora quando me ausento de sua memória
só tua ausência preenche a minha falta
(esboço de cartas para a ausência – resgatando antigos escritos)



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