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Te dou minha palavra
- 21 de nov. de 2012
- 1 min de leitura

TE DOU MINHA PALAVRA
Não, não me peça, – agora – declarações, juras, provas…
Não, não me peça, – dentre tantas – só as palavras puras: “amor” “sempre” “nunca”
O que posso lhe oferecer – por hora – é só esta palavra comum e silenciosa:
“nuvem”
E se no correr dos dias alguma sombra lhe dá… Mas que bela declaração!
E se te faz ver – em suas mil formas – o que ali não está… Qual melhor prova?
E se venta em fúria chuva em teu cabelo… Que juras poderiam mais?
E, se por ventura, súbita, se desfaz ao sol do meio-dia…
Mas
que bela
a luz do sol
ao meio dia!



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