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Sarau dos poetinhas

  • 16 de jan. de 2010
  • 2 min de leitura

Há algum tempo, eu, o Cássio, o Dalmoro e mais alguns poucos, beeem poucos, nos encontramos – irregularmente – pra ler o que a gente escreve. Esses encontros parecem bobos, mas são fundamentais por 2 razões. Primeiro: é esse o jeito que temos de fortalecer a poesia em nossas vidas, de torná-la uma relação mais social, coletiva, pra sairmos do umbigo, pra impedir que ela só sobreviva nas frinchas, nas madrugadas, nos intervalos de qualquer coisa, nos feriados, nas nossas cabeças insanas… E segundo: ler teu poema, teu texto, pra outro te obriga a vê-lo com outros ouvidos! É impressionante como um poema muda depois que leio pro Cássio ou pro Dalmoro… consigo perceber com mais clareza onde está bobinho, onde funciona, e, às vezes, vamos até absorvendo o jeito de escrever um do outro. Isso é ótimo!

Com o tempo, esses encontros passaram a se chamar de “encontro dos poetinhas”, só pela falta de outro nome e, porque, quando me perguntavam onde ia, eu dizia, com a vergonha típica, ah, vou num encontro duns poetinhas… aí foi ficando.

No segundo semestre de 2009, nos animamos a dar um passo além e eu, o Cássio e mais o Paulo Vieira abraçamos, por conta, o lançamento de nossos livrinhos de poesia: diagramação, edição, revisão, arte, venda, divulgação, corres e etcs. Também organizamos, em setembro, um Sarau dos Poetinhas aberto no MIS onde os livros foram oficialmente “lançados” fora. Foi uma experiência um tanto quanto “estranha” (quem esteva lá sabe do que estou falando), mas, no geral, foi bonito, apareceram vários amig@s e muitos livros foram vendidos! Isso, de por pra fora, publicamente, uma coisa que passou tanto tempo gestando dentro de você não é fácil, mas é o que te permite olhar com distanciamento a “obra” e falar “putz” e aí sair escrevendo o próximo, pra superar o anterior. 🙂

Abaixo segue um videozinho que fiz desse sarau… como teve muita gente declamando, e eu não queria deixar o vídeo longo, coloquei apenas declamações de 3 poemas: um meu (declamado pelo arretado amigo Flávio), um do Cássio (declamado pelo Gera) e outro do Paulo (que eu declamo). Com mais tempo vou editando o resto. (Ah, os encontros dos poetinhas devem continuar este ano, quem quiser participar, entre em contato!)

 
 
 

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