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O punhal do orvalho

O PUNHAL DO ORVALHO (Thiago de Mello)

Não sei mais ser sozinho e, todavia, como de pão de solidão careço. É dentro dela que consigo ver, como no escuro um vôo de andorinha, o que ainda é mesmo amor na vida minha. É dentro do seu âmago molhado, onde o silêncio é punhal de orvalho, que vejo o rosto que eu não quero ver. Na solidão me aprendo. E me despeço do que já fiz, para começar de novo o que fazer quis tanto, e que não soube.

 
 
 

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