Buscar
O punhal do orvalho
- Trunca Edicoes

- 22 de jan. de 2015
- 1 min de leitura
O PUNHAL DO ORVALHO (Thiago de Mello)
Não sei mais ser sozinho e, todavia,
como de pão de solidão careço.
É dentro dela que consigo ver,
como no escuro um vôo de andorinha,
o que ainda é mesmo amor na vida minha.
É dentro do seu âmago molhado,
onde o silêncio é punhal de orvalho,
que vejo o rosto que eu não quero ver.
Na solidão me aprendo.
E me despeço
do que já fiz, para começar de novo
o que fazer quis tanto, e que não soube.



Comentários