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Não te rendas


nao se renda

NÃO TE RENDAS (Mario Benedetti, Uruguai, 1920-2009)

Não te rendas, ainda é tempo de alcançar e começar de novo, aceitar tuas sombras, enterrar teus medos, liberar o lastro, retomar o vôo. Não te rendas que a vida é isso, continuar a viajem, perseguir teus sonhos, destravar o tempo, correr os escombros, e destapar o céu. Não te rendas, por favor não cedas, ainda que o frio queime, ainda que o medo morda, ainda que o sol se esconda, e se cale o vento, ainda há fogo em tua alma ainda há vida em teus sonhos. Porque a vida é tua e teu também o desejo porque o tens desejado e porque te quero porque existe o vinho e o amor, é certo. Porque não há feridas que não cure o tempo. Abrir as portas, tirar as trancas, abandonar as muralhas que te protegeram, viver a vida e aceitar o desafio, recuperar o riso, ensaiar um canto, baixar a guarda e estender as mãos despregar as asas e tentar de novo, celebrar a vida e retomar os céus. Não te rendas, por favor não cedas, Ainda que o frio queime, ainda que o medo morda, ainda que o sol se ponha e se cale o vento, ainda há fogo em tua alma, ainda há vida em teus sonhos Porque cada dia é um começo novo, porque esta é a hora e o melhor momento. Porque não estás sozinho, porque eu te amo.

(tradução de Jeff Vasques)

 
 
 

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