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AYLAN KURDI
- 5 de set. de 2015
- 1 min de leitura
AYLAN KURDI
Fossem absurdas, as mortes, nesta vida…
todas completamente sem-sentido…
estaríamos – como meninos – diante do mar do universo ou de um deus fictício a questionar:
por que existimos? e, por que, então, não mais existimos?
Poderíamos gemer, chorar, gritar e, enfim, aceitar o terrível destino.
Mas, não.
As mortes nesta vida estão encharcadas – até a alma – de sentido
não são absurdas
nem dizem “está tudo perdido!”.
Isso,
dizemos nós
– surdos –
diante do mar
de meninos.



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