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A poesia na cultura popular

  • 14 de abr. de 2010
  • 2 min de leitura

No último 9 e 10 aconteceu em Campinas o 2o ato Campo-Cidade. Foi um ato político-cultural que aconteceu em parte no Parque Oziel, região periféria e maior ocupação urbana da América Latina. O evento foi organizado pelo MST e MTD de Campinas. A Camará, produtora popular onde milito e trabalho, filmou o evento. Nesse dia de festa, rolou apresentações de maracatu, rap e jongo. Uma coisa comum a essas 3 manifestações populares é a improvisação de versos. Fiquei boquiaberto com um trio de meninos rapers que improvisavam rima com uma facilidade absurda… fiquei pensando quanto tempo eu demoro pra elaborar um poeminha simples… a cultura popular tem suas próprias técnicas. Queria beber mais aí nessa fonte, não só por causa de minhas raízes, mas pela técnica lapidadada nos anos e anos de uso e improviso. Nesse dia, também, entrei e dancei na roda de jongo, do jongo Dito Ribeiro… e foi muito forte. Abaixo um pequeno poeminha sobre essa experiência (que fiz pra que vire música) e depois a primeira parte de um vídeo muito interessante sobre a poesia nas manifestações populares, mas só achei a primeira parte até agora… 😦

no jogo di dentro do jongo dangola riso branco na forja dum fogo negro

tambú ti chamando pro centro da roda pro baque da vida numbigo do mundo

tambú ti ensinando que a história dá voltas, revoltas, guerreiro! tira a palha de cana do terreiro!

tambú ti candonga no jongo de dentro tambú forja um novo nego dito ribeiro

* tambú é como chamam o tambor no jongo; * “retira a casca de cana do terreiro” é um verso tradicional do jongo que diz aos jongueiros que a escravidão já acabou, que não é preciso sofrer mais, que se deve retirar o cativeiro de si. * candongar é algo como “enfeitiçar”, te envolver na magia…


 
 
 

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