Paramnese (provisória) toca “Rua”
- 26 de jan. de 2010
- 2 min de leitura
Durante esta semana estou em sampa fazendo um curso com o Núcleo de Formação Política 13 de Maio. Todo janeiro, pessoas do Brasil inteiro se isolam num convento no meio do Capão Redondo (é, é surreal mesmo) e estudam durante 6 dias, esquema manhã-tarde-noite, “A Crítica à Economia Política”, “História das Revoluções” e, no meu caso, “História do Movimento Operário no Brasil”. O NEP-13 de maio lida com formação política há mais de 25 anos, têm um puta acúmulo em educação popular e figuras fantásticas como o Scapi e o Mauro Iasi. Como estou fora, e não sei se vou ter acesso a internet, programei os posts (é, no wordpress dá pra fazer isso!) pra terça, quinta e sábado. O Passarin não pára! 🙂
Abaixo segue o terceiro vídeo que fiz da apresentação da banda “Paramnese (provisória)”, que é mais que uma banda, é um projeto todo de música-poesia-vídeo. Estamos todos juntos nessa paramnóia! 🙂 A letra da música segue abaixo.
“Rua” (Cássio Corrêa)
Com as mãos enfiadas no bolso, Da jaqueta de lã marrom, Atravesso o desespero e sinto a rua. Paro no precipício da guia, E me estilhaço em cada olhar.
Sou o bife de ouro do velho-homem-sanduíche, Compro os caminhões de plástico dos meninos, Transporto os desejos de cada garota, Desejo o pão dormido de todo mendigo.
Quero beber o choro de toda namorada, Abandonar o medo da poça dágua, Urinar do sino de toda praça, E ficar num banco, sonhando estrelas.
Anunciei o apocalipse – 9,90 Esmolei ouvidos e acordeons, Rebolei a calça e o descontrole, Esperei o sinal menstruar.
Com as mãos enfiadas no bolso, Nesta fria ave-maria, Senti-me mais humano, Mais humano que um grito.
Mais humano que um tijolo, Mais humano que um rio, Mais humano que um espelho, Mais humano que um estilhaço.



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