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Oxiúros

  • 27 de ago. de 2013
  • 1 min de leitura

OXIÚROS

I. Li na internet, um cara “cool” falando – se lê “cu” – que praticando zen aprendeu que não precisa coçar suas coceiras.

A lógica é simples: como tudo passa – a árvore, o rio, o monte, as uvas-passas – também as coceiras passam.

Então, se eu sinto coceira não preciso coçar… Se sinto fome – ele disse – não preciso comer… Posso sentir cansaço e não preciso sentar. Posso sentir ira e não preciso gritar. Posso sentir desprezo e não é preciso desprezar.

Porque a fome, o cansaço, a ira, o desprezo também passam…

Auto-controle, sacô?

Assim, segundo ele, podemos nos libertar de nossas prisões.

Boquiaberto achei tudo isso bonito mesmo, cândido, meigo, fofo.

bem cu.

II. Zen-tetos, zen-terras, zen-trabalhos e zen-sentidos de todo o mundo univos!

Aos vivos!

(esses involuídos que ainda praticam a milenar arte do “sem”)

vocês não têm – mesmo! – nada a perder…

 
 
 

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