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Dialética das gêneses, crises e renascimentos
- 7 de fev. de 2011
- 1 min de leitura
(Tradução de um poema de Roque Dalton (“Un libro rojo para Lenin”) que vou utilizar como epígrafe no meu texto de qualificação para o mestrado.)
Dialética das gêneses, crises e renascimentos
I Por ti evitamos pôr o Partido nos altares.
Porque nos ensinastes que o Partido é um organismo que existe no cambiante mundo do real e que sua enfermidade é semelhante a uma bancarrota.
Por ti sabemos, Lênin, que o melhor berço do Partido é o fogo.
II Por ti compreendemos que o Partido pode aceitar qualquer clandestinidade menos a clandestinidade moral.
Por ti sabemos que o Partido se constrói à imagem e semelhança dos homens e quando não é à imagem e semelhança dos melhores homens é necessário voltar a começar.



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