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Ao coração do palhaço

  • 11 de jan. de 2010
  • 1 min de leitura

entre ingênuo e afoito, arma, de novo, seu vôo na garganta do futuro

mas o vento estanca o sonho é mudo

e o palhaço na pose de aviador intrépido (é, assim, de braços abertos) abre os olhos aos poucos enquanto os risos cessam

(e o silêncio pesa como uma lua)

com um risinho frouxo vai encolhendo os braços e guardando o vôo nos bolsos de trás, (um pouco triste, é verdade, mas sem alarde.)

e é justo quando o vento vem e lhe bate lhe bate bate

(e os risos recomeçam e o poema recomeça)

 
 
 

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